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quarta-feira, 1 de junho de 2016

PIB do Brasil cai 0,3% no 5º trimestre seguido de contração


A recessão brasileira se aprofundou neste início de ano. No primeiro trimestre de 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) teve queda de 0,3% em comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quinta queda trimestral seguida do PIB brasileiro. Em 2015, a economia brasileira "encolheu" 3,8% – o pior resultado em 25 anos.

Apesar da contração, foi o melhor resultado nessa comparação desde o quarto trimestre de 2014, quando o PIB cresceu 0,2%. Mas o dado está longe de ser bom, avalia o IBGE.
“Melhora por enquanto não houve até porque mesmo na margem a variação é negativa, mas é muito menor do que havia antes porque meio que manteve o patamar de queda em relação ao trimestre anterior”, explicou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

“Não é melhora, porque não é melhora das taxas espalhadas. (...) A leitura é o que cenário é realmente muito parecido e continua aquele espalhamento de taxas negativas pela economia praticamente como um todo”, explicou Rebeca. “A conjuntura está bem parecida entre o primeiro trimestre e o quarto trimestre do ano anterior em termos de desempenho da economia. Não tem grandes mudanças não”.

Nos últimos quatro trimestres, a queda acumulada é de 4,7% frente aos quatro trimestres anteriores  – a maior desde o início da série histórica, iniciada em 1996.

G1

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Após reunião de presidentes, Brasil e China assinam 32 atos de cooperação


Os governos de Brasil e China assinaram nesta quinta-feira (17), em cerimônia no Palácio do Planalto, 32 atos de cooperação em diversas áreas como infraestrutura, mineração, comércio, ciência e tecnologia, defesa, energia, educação e aviação civil.

Um dos acordos prevê a venda de 60 aviões da Embraer para as empresas chinesas Tianjin Airlines e ICBC Leasing. Outro disponibilizou crédito de US$ 5 bilhões válidos por três anos do banco chinês Eximbank para a mineradora Vale. Os acordos também preveem a facilitação de vistos de negócios para estrangeiros (três anos de validade, 90 dias de prazo de estadia e 90 dias de prorrogação desse prazo); e colaboração em projetos ferroviários.

Os atos foram assinados após reunião entre o presidente chinês, Xi Jinping, e a presidente Dilma Rousseff. Mais cedo, Jinping foi recebido no palácio com honras de chefe de Estado. Ele subiu a rampa ao lado de Dilma e ouviu a execução dos hinos nacionais dos dois países. Também assistiu, do parlatório, ao desfile da cavalaria militar do Exército brasileiro.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Brasil conquista cinco medalhas em Olimpíada de Matemática na África


O Brasil conquistou cinco medalhas (três de prata e duas de bronze) na 55ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, da sigla em inglês) realizada na África do Sul. No ranking geral, o país ficou na 34ª posição com 122 pontos. A equipe da China teve a melhor colocação com 201 pontos, seguida pelos Estados Unidos com 193 e Taiwan com 192.

Este ano o evento, disputado pela primeira vez no continente africano, registrou um recorde de participantes com 109 países inscritos, incluindo três países observadores. Ao todo, foram 582 estudantes, 205 líderes e vice-líderes de delegação e 132 observadores.

Murilo Corato Zanarella, 16 anos, Rodrigo Sanches Ângelo, 18 anos, de São Paulo e Daniel Lima Braga, 16 anos, do Ceará, tiveram o melhor desempenho da equipe brasileira garantindo as medalhas de prata, enquanto Victor Oliveira Reis, 17 anos, de Pernambuco e Alexandre Perozim de Faveri, 17 anos, de São Paulo, voltaram ao país com as medalhas de bronze. Alessandro de Oliveira Pacanowski, 18 anos, do Rio de Janeiro, recebeu uma menção honrosa.

As provas ocorreram na manhã dos dias 8 e 9 de julho, na University of Cape Town. Nessas datas, os estudantes tiveram 4h30, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, inéditos, com valor de sete pontos cada, que somados dão a pontuação final para a obtenção de medalhas. Os problemas da prova, resolvidos individualmente, foram selecionados a partir de diferentes áreas da matemática do ensino médio como álgebra, combinatória, geometria e teoria dos números.

A Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) é a mais importante e tradicional olimpíada científica do mundo. Realizada desde 1959 durante o mês de julho, cada ano em um país, a competição envolve a participação de jovens estudantes com até 19 anos.

G1

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Batucadão promovido pela Prefeitura do Assú atrai multidão para ver a estreia do Brasil da Copa


A Prefeitura do Assú promoveu ontem (12), o primeiro BATUCADÃO DA COPA, o evento realizado na Arena do Forró, na Praça São João contou com estrutura de telão e show ao vivo com Alessandro Saldanha.

Uma multidão compareceu ao local para ver a estreia da nossa seleção e vibrou com a vitória de 3x1 do Brasil contra a Croácia.

“Sempre antes dos jogos do Brasil, teremos uma banda ou cantor animando os nossos torcedores. Logo depois, iremos transmitir os jogos e torcer pela nossa seleção canarinho, rumo ao Hexa”, ressaltou o secretário de Juventude, Esportes, Eventos e Turismo de Assú, Daílson Machado.

O próximo evento já esta marcado para a próxima terça-feira dia 17, quando haverá a partida Brasil x México.

SEACOM– PMA

segunda-feira, 2 de junho de 2014

'Se o Brasil me oferecer asilo, aceito', diz Edward Snowden


Ele desafiou a maior potência do mundo. Ele revelou milhares de documentos ultrassecretos. Ele mostrou como funciona a espionagem da NSA, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Edward Snowden, o homem mais procurado do planeta, falou ao Fantástico. A repórter Sônia Bridi foi a Moscou para uma entrevista exclusiva para o Brasil. 

Depois de quase um ano de negociações, frente a frente com o homem mais procurado do mundo. Moscou, capital da Rússia, onde Edward Snowden está asilado há dez meses. O lugar exato onde ele vive? Nem os amigos mais próximos sabem.

Para entrevistar o homem mais procurado do mundo, a repórter Sônia Bridi chegou a Moscou apenas com o nome do hotel onde deveria se hospedar. Ela não foi até Edward Snowden. Foi ele que chegou até ela no hotel.

A entrevista, a pedido dele, foi feita no próprio quarto onde ela estava hospedada

terça-feira, 27 de maio de 2014

Desemprego no Brasil vai aumentar, alerta a OIT


O desemprego no Brasil vai crescer em 2014, alerta a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo a OIT, depois de promover uma redução importante da taxa de desemprego nos últimos anos, a economia brasileira vai inverter a tendência durante o ano. “Será um desafio para o Brasil criar novos postos de trabalho em uma situação de desaceleração”, admitiu ao jornal “O Estado de S. Paulo” o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Em 2007, o Brasil tinha uma taxa de desemprego de 8,1%. Em 2013, o índice caiu para 5,9%. Mas, agora, a tendência é de que volte a subir. Segundo as projeções da OIT, o Brasil terminaria 2014 com 100 mil desempregados a mais e uma taxa de 6%. Para Raymond Torres, economista-chefe da OIT, esse número está associado à turbulência nos mercados financeiros e no freio que a economia sofreu.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Às vésperas da Copa, 'New York Times' alerta para falhas em infraestrutura no Brasil



A nova casa de uma família que foi desalojada pelas obras da ferrovia Transnordestina, que deveria ser lançada em 2010, mas até agora não foi concluída Daniel Berehulak/NYT

Uma ampla reportagem publicada neste domingo pelo jornal "New York Times" aponta que o atraso e o elevado custo dos estádios para a Copa do Mundo são apenas parte de um problema maior de obras de infraestrutura que estão abandonadas ou estagnadas no Brasil.

Com o título "Do boom à ferrugem", o texto aponta a desaceleração do crescimento econômico como o pano de fundo de uma série de obras em atraso ou abandonadas, como a ferrovia Transnordestina, parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o museu do ET de Varginha (MG), construído com recursos federais, as plantas de energia eólica sem conexão com as linhas de transmissão de energia até um parque abandonado em Natal (RN) e o hotel Glória, no Rio, que recebeu financiamento do BNDES.

"Os fiascos estão se multiplicando, revelando uma desordem que é infelizmente sistêmica. Estamos despertando para a realidade que imensos recursos foram desperdiçados em projetos extravagantes enquanto nossas escolas públicas ainda são uma bagunça", disse ao "New York Times" o diretor da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco.

"Muitas obras nunca mereceram dinheiro público", afirmou ao jornal o professor do Insper, Sérgio Lazzarini.

blogdovt

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Em 2012, Brasil respondeu por 11% dos homicídios no mundo, diz ONU




Um em cada dez homicídios registrados em 2012 aconteceu no Brasil, segundo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançado mundialmente nesta quinta-feira (10). De acordo com o "Estudo Global sobre o Homicídio 2013", que traz dados relativos ao ano de 2012, o Brasil teve 50.108 homicídios, o que representa a pouco mais de 11% de todos os 437 mil assassinatos cometidos no mundo.

Segundo a ONU, o Brasil mantém uma taxa estável de homicídios no panorama geral –em 2012, esse número foi de 25,1 homicídios dolosos por 100 mil habitantes. Mas a entidade diz que um olhar mais atento aos números mostra disparidades gritantes entre as diferentes regiões do país.

Enquanto nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo o número de homicídios tem caído, no Norte e no Nordeste do país eles cresceram. Na Paraíba, de acordo com o relatório, o aumento foi de 150%. Na Bahia, nos últimos dois anos o número de mortes violentes cresceu 75%.

No Nordeste, apenas um estado viu cair o seu número de homicídios: Pernambuco, que apresentou queda de 38,1%.

Homem é quem mais mata e mais morre
No relatório, que foi apresentado em Londres nesta quinta, a UNODC revela que das 437 mil pessoas assassinadas há dois anos, 80% eram homens –95% dos autores dos crimes também eram do sexo masculino.

"Há uma necessidade urgente de entender como o crime violento está afetando países de todo o mundo, particularmente homens jovens e também as mulheres", afirmou o diretor de Análise de Políticas e Assuntos Públicos do órgão, Jean-Luc Lemahieu.

sábado, 5 de abril de 2014

Brasil é o 11º país mais inseguro do mundo no Índice de Progresso Social




A violência é o principal item que puxa para baixo o desempenho do Brasil em qualidade de vida, de acordo com dados do relatório Índice de Progresso Social (IPS) divulgado nesta sexta-feira (4). Entre os 132 países analisados pelo documento, o Brasil aparece como na 122ª posição no ranking de segurança pessoal. Ou seja, considerando o final do ranking como o de país mais inseguro, o Brasil aparece em 11º lugar.

A lista ém encabeçada pelo Iraque, considerado o país mais inseguro do mundo. Em seguida aparecem Nigéria, Venezuela, República Centro-Africana, África do Sul, Chade, República Dominicana, Honduras, México, Sudão e Brasil.

Países que recentemente foram alvos de manifestações violentas como Egito, Líbano, Ucrânia e Iêmen tem índice de segurança pessoal maior que o Brasil.

O IPS é elaborado pela da organização sem fins lucrativos Social Progress Imperative e seus dados estão divididos em três grupos: necessidades humanas básicas, fundamentos de bem estar e oportunidades. Cada um tem quatro indicadores de qualidade. No índice geral de qualidade de vida, o Brasil ficou na 46ª posição na edição de 2014 do IPS.

O Brasil soma 37,25 pontos em segurança pessoal em uma escala de 0 a 100. O Iraque tem 21,52 pontos. O país mais seguro do mundo, segundo o índice, é a Islândia, com 93,45 pontos, seguida por Suécia, Suíça, Noruega, Dinamarca e Japão.

Na América do Sul, o Brasil aparece como menos inseguro apenas que a Venezuela. Depois vêm Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai, este, o com a maior pontuação em termos de segurança (72,01 pontos).

São cinco os quesitos usados para avaliar o nível de segurança dos cidadãos de cada país: a taxa de homicídios, o nível de crimes violentos, a percepção sobre a criminalidade, o terror político e as mortes no trânsito.

O Brasil é um dos 24 países com maior média de mortes violentas, com mais de 20 homicídios por 100 mil habitantes, segundo dados compilados pelo relatório a partir de informações da Unidade de Inteligência da revista britânica The Economist.

Em uma classificação de 1 a 5 para medir o nível de problemas que o governo e os negócios podem sofrer nos próximos dois anos por causa da criminalidade, o Brasil ficou com o nível 4.

Em termos de percepção geral da criminalidade, o Brasil também ficou no nível 4, em uma escala de 1 a 5, onde 5 representa a menor confiança possível na maioria dos cidadãos.

O relatório também inseriu na comparação entre países alguns dados de relatórios da Anistia Internacional e do governo dos Estados Unidos sobre o terror político, ou seja, a atuação dos governos em relação a opiniões opositoras.

Nesse caso, o Brasil ficou com a pontuação 3,5, entre os níveis 3, que indicam características de um Estado que aceita prisões por motivações políticas, com ou sem julgamento, e 4, referentes a um governo que viola direitos civis e políticos sistematicamente, e onde tortura e desaparecimentos são fenômenos cotidianos.

Já entre as mortes no trânsito, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país ficou na 29ª posição, com 22,5 mortes a cada 100 mil habitantes.

G1

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Após queda da taxa, Brasil não é mais o campeão mundial dos juros altos

O Correio Braziliense informa que diante da necessidade de fazer o país crescer ao menos 4% neste ano — número considerado improvável pelo mercado, que estima avanço abaixo de 3% —, o Banco Central jogou, ontem, mais combustível na atividade econômica. Como prometido ao Palácio do Planalto, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, conseguiu o apoio unânime de todos os seus colegas de diretoria e sacramentou o corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, de 9,75% para 9% ao ano. Foi a sexta queda consecutiva desde agosto do ano passado — no total, a redução chega a de 3,5 pontos. Com isso, o Brasil deixou para trás o nada lisonjeiro título de campeão mundial dos juros altos, com taxa real (descontada a inflação) de 3,4%, fato que não se via desde janeiro de 2010. O país foi superado pela Rússia, com 4,2%.

Apesar de um comunicado simples, o Copom sinalizou a possibilidade de pelo menos mais uma baixa da Selic na reunião de maio, de 0,25 ponto, para 8,75% anuais. A porta aberta foi indicada pela visão de que os riscos de inflação, “neste momento, permanecem limitados”. Também ressaltou que, “dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionaria”. Ou seja, o recuo das cotações da commodities (produtos básicos com cotação internacional) tem ajudado a aliviar o custo de vida no Brasil, sobretudo os preços dos alimentos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Gota D’Água: Assista este video e pense mais um pouco mais sobre o Brasil


A missão da Gota D’Água é comover a população para causas socioambientais utilizando as ferramentas da comunicação em multiplataforma – Hoje existem inúmeros caminhos de se produzir conteúdo relevante para atingir e envolver as mais diversas audiências nos mais diferentes meios. Nossa proposta é usar estas inovações para seduzir e mobilizar a sociedade para causas socioambientais.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Brasil ocupa o 84º lugar em ranking de qualidade de vida

O relatório do Desenvolvimento Humano 2011, divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), classifica o Brasil na 84ª posição entre 187 países avaliados pelo índice. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil em 2011 é de 0,718 na escala que vai de 0 a 1. O índice é usado como referência da qualidade de vida e desenvolvimento sem se prender apenas em índices econômicos.

O país com mais alto IDH em 2011 é a Noruega, que alcançou a marca de 0,943. Os cinco primeiros colocados do ranking são, pela ordem, Noruega, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Nova Zelândia. Segundo o Pnud, o pior IDH entre os países avaliados é o da República Democrática do Congo, com índice 0,286. Os cinco últimos são Chade, Moçambique, Burundi, Níger e República Democrática do Congo.

G1

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Vale a pena Lembrar " Brasilia - Patrimônio da Humanidade

A história de Brasília, a capital do Brasil, localizada no Distrito Federal, no coração do país, iniciou com as primeiras ideias de uma capital brasileira no centro do território nacional. A necessidade de interiorizar a capital do país parece ter sido sugerida pela primeira vez em meados do século XVIII, ou pelo Marquês de Pombal, ou pelo cartógrafo italiano a seu serviço Francesco Tosi Colombina. A ideia foi retomada pelos Inconfidentes, e foi reforçada logo após a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, quando esta cidade era a capital do Brasil.

A primeira menção ao nome de Brasília para a futura cidade apareceu em um folheto anônimo publicado em 1822, e desde então sucessivos projetos apareceram propondo a interiorização. A primeira Constituição da República, de 1891, fixou legalmente a região onde deveria ser instalada a futura capital, mas foi somente em 1956, com a eleição de Juscelino Kubitschek, que teve início a efetiva construção da cidade, inaugurada ainda incompleta em 21 de abril de 1960 após um apertado cronograma de trabalho, seguindo um plano urbanístico de Lúcio Costa e uma orientação arquitetural de Oscar Niemeyer.

A partir desta data iniciou-se a transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital, e na abertura da década de 1970 estava em pleno funcionamento. No desenrolar de sua curta história Brasília, como capital nacional, testemunhou uma série de eventos importantes e foi palco de grandes manifestações populares. Planejada para receber 500 mil habitantes em 2000, segundo dados do IBGE ela nesta data possuía 2,05 milhões, sendo 1,96 milhões na área urbana e cerca de 90 mil na área rural. Este é apenas um dos paradoxos que colorem a história de Brasília. Concebida como um exemplo de ordem e eficiência urbana, como uma proposta de vida moderna e otimista, que deveria ser um modelo de convivência harmoniosa e integrada entre todas as classes, Brasília sofreu na prática importantes distorções e adaptações em sua proposta idealista primitiva, permitindo um crescimento desordenado e explosivo, segregando as classes baixas para a periferia e consagrando o Plano Piloto para o uso e habitação das elites, além de sua organização urbana não ter-se revelado tão convidativa para um convívio social espontâneo e familiar como imaginaram seus idealizadores, pelo menos para os primeiros de seus habitantes, que estavam habituados a tradições diferentes.

Controversa desde o início, custou aos cofres públicos uma fortuna, jamais calculada exatamente, o que esteve provavelmente entre as causas das crises financeiras nacionais dos anos seguintes à sua construção. O projeto foi combatido como uma insensatez por muitos, e por muitos aplaudido como uma resposta visionária e grandiosa ao desafio da modernização brasileira. A construção de Brasília teve um impacto importante na integração do Centro-Oeste à vida econômica e social do Brasil, mas enfrentou e, como todas as grandes cidades, ainda enfrenta atualmente sérios problemas de habitação, emprego, saneamento, segurança e outros mais. Por outro lado, a despeito das polêmicas em seu redor, consolidou definitivamente sua função como capital e tornou-se o centro verdadeiro da vida na nação, e tornou-se também um ícone internacional a partir de sua consagração como Patrimônio da Humanidade em 1987, sendo reconhecida por muitos autores como um dos mais importantes projetos urbanístico-arquitetônicos da história.