O que começou como um protesto contra um aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus em São Paulo, ganhou corpo com manifestações agendadas pelas redes sociais e um grande impulso depois da violência policial na chamada "batalha da Consolação", em 13 de junho do ano passado. O fenômeno que veio a seguir revelou insatisfações populares, pressionou por mudanças e, um ano depois, ainda inspira atos de rua contra a Copa do Mundo e a favor de movimentos sociais e reivindicações sindicais.
A "voz das ruas" começou a ecoar depois que o Movimento Passe Livre (MPL) se rebelou contra o reajuste de R$ 0,20 na tarifa de transporte público de São Paulo e passou a promover protestos nas ruas da cidade. O quarto ato, realizado no dia 13 de junho, resultou emconfronto entre manifestantes e policiais na Rua da Consolação, no Centro da capital paulista. Com o apoio de estudantes e jovens, a manifestação ganhou uma dimensão maior que a esperada e sofreu forte repressão policial.
Cerca de 200 pessoas foram detidas e 11 jornalistas ficaram feridos. Em vez de acanhar os manifestantes, a truculência das forças de segurança despertou protestos em outros estados do país. A Prefeitura de São Paulo acatou o pleito do MPL e voltou atrás no reajuste da tarifa.
