Em seu primeiro mês como presidente interino do Brasil, Michel Temer enfrenta um déficit orçamentário recorde, uma dívida crescente, escândalos de corrupção.
E ainda assim pode ter que separar parte de seu tempo para pensar no resgate multibilionário do segundo maior banco do país.
A Caixa Econômica Federal, o banco estatal no qual o Brasil confia para ajudar a estimular a economia, vai precisar de uma injeção de recursos do governo nos próximos 12 a 18 meses, dizem analistas que estudaram seu balanço. A pior recessão em um século piorou a qualidade da carteira de empréstimos do banco com sede em Brasília, com alta das taxas de inadimplência ao mesmo tempo em que novas normas regulatórias estão elevando as exigências de capital.
O banco necessita de uma injeção de capital de até R$ 25 bilhões (US$ 7 bilhões), ou cerca de 2 por cento da arrecadação federal em 2015, segundo um analista de bancos do setor privado.

