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sexta-feira, 6 de junho de 2014

BC prevê reajuste maior no preço da eletricidade, mas queda em telefonia


As contas de luz devem sofrer um reajuste maior este ano, mas a telefonia fixa deve ficar mais barata, segundo estimativa do Banco Central (BC). Os dados estão na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada nesta quinta-feira (5). Na reunião, o Copom manteve os juros estáveis em 11% ao ano na semana passada, interrompendo, assim, um ciclo de alta que durou 13 meses.

Segundo a autoridade monetária, a estimativa para o reajuste das tarifas de eletricidade em 2014 subiu de 9,5% no início de abril para 11,5% na semana passada.

Para a conta de telefone fixo, porém, a previsão é de um recuo de 4,2% este ano. No começo de abril, o BC estimava que a telefonia teria "estabilidade" no preço.

"Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, projeta-se variação de 5% em 2014, mesmo valor considerado na reunião do Copom de abril. Essa projeção considera variações ocorridas, até abril, nos preços da gasolina (1,8%) e do gás de bujão (0,5%)", disse o Banco Central. Para 2015, a previsão também é alta de 5% nesses preços.

G1

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Copom interrompe ciclo de alta e mantém taxa de juros em 11% ao ano


Após longa reunião, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) interrompeu nesta quarta-feira (28) o ciclo de alta dos juros da economia brasileira ao manter estável em 11% ao ano a taxa básica de juros, chamada de Selic.

Quando o ciclo de elevação começou, em abril do ano passado, os juros estavam na mínima histórica de 7,25% ao ano. Desde então, avançaram 3,75 pontos percentuais. Durante os 13 meses desse processo de alta, houve nove elevações seguidas da Selic.

A decisão do BC confirmou a expectativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro, que se formou após sinalizações da própria instituição, contidas na ata da última reunião do Copom, e também depois de indicações do presidente do BC, Alexandre Tombini. O Banco Central tem avaliado que parte "relevante" do aumento de juros implementado desde abril do ano passado ainda não surtiu o efeito desejado na inflação.

A previsão dos analistas do mercado financeiro é de que a taxa voltará a subir ainda neste ano, mas somente em dezembro, quando deverá subir para 11,25% ao ano.