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sábado, 2 de maio de 2015

Kassab admite 'deslizamento', mas nega cortes




O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, admitiu que o ajuste fiscal poderá trazer um "deslizamento no organograma", mas negou cortes em programas de longo prazo da Pasta impostos pela restrição orçamentária. "Quando se faz um ajuste, é possível que haja um deslizamento no organograma, mas jamais um corte. Jamais abandonaremos a ideia de fazer as 3 milhões de casas (na terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida), de atingir 100% a meta de esgoto tratado no Brasil e das melhorias no serviço público", disse o ministro após ser questionado pelo Broadcast durante visita à Agrishow nesta sexta-feira (1), em Ribeirão Preto (SP).

"Ajuste fiscal é programa de curto prazo, um programa de 12 meses prazo e não prejudica o Minha Casa Minha Vida. O Ministério das Cidades tem programas de longo prazo, de mais de 10 anos. O próprio Minha Casa Minha Vida tem nove anos", ponderou o ministro. Kassab revelou ainda que o Minha Casa Minha Vida 3 terá "aperfeiçoamentos" nos projetos de construção de casas, em relação às anteriores.

Entre as novidades estão a obrigatoriedade de lajes, em vez de forros nas casas, e a entrega, junto com a unidade habitacional, de um projeto de expansão. "Uma laje, caso seja viabilizada pelo parecer técnico, vai encarecer entre R$ 2,8 mil e R$ 3 mil, que não é um custo elevado para programa dessa magnitude", disse. "O dono vai receber ainda a orientação de como ampliar adequadamente o imóvel, fazer aquele puxadinho", completou.

Kassab evitou comentar outros tipos de restrições financeiras no governo, como a reclamação feita pelo ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, esta semana. "Eu não vi essa manifestação. Estou em viagens com quase cinco reuniões por semana e entregas de moradias, com pouca presença em Brasília", disse. O ministro avaliou ainda que a redução no financiamento de imóveis anunciada pela Caixa esta semana não terá impacto no programa Minha Casa Minha Vida. "O dinheiro do governo federal, a Caixa só repassa, presta serviço ao Ministério".

Dilma

Kassab desconversou ao ser indagado sobre o fato de a presidente Dilma Rousseff (PT) não fazer o pronunciamento em rede de televisão e rádio neste dia do trabalho e optar apenas por mensagens nas redes sociais. "O importantes é que nós estejamos atuando para fortalecer o trabalhador. Tem sido a marca da presidente Dilma, do governo e é o que todos nós temos feito", concluiu.

Estadão Conteúdo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ministério Público coloca titular ministro das Cidades sob suspeita


O Ministério Público Federal põe sob suspeita o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, no caso de desvio de recursos públicos destinados ao projeto Jampa Digital, de instalação de banda larga sem fio para a população carente de João Pessoa (PB). “Os indícios apontam para a participação do sr. Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro, atual ministro de Estado, nos fatos supostamente criminosos objeto da investigação”, assinala o procurador regional da República Domingos Sávio Tenório de Amorim.

Em manifestação de nove páginas, Amorim requer ao Tribunal Regional Federal da 5.ª Região, sediado no Recife, que encaminhe ao Supremo Tribunal Federal os autos da Operação Logoff – investigação da Polícia Federal sobre superfaturamento de R$ 1,66 milhão em contrato fechado em 2009 por meio de convênio entre o governo federal e a administração municipal da capital da Paraíba.

O caso foi para o STF pelo fato de o ministro ter sido citado.

O procurador transcreve depoimentos que falam de Ribeiro e faz menção a um e-mail entre dois executivos, um deles Paulo de Tarso, sócio da Ideia Digital – que teria sido favorecida para instalação do programa ao custo global de R$ 6,25 milhões -, em que citam o ministro e o pagamento de valor a quatro pessoas da Universidade Federal da Paraíba. “Essa correspondência demonstra até que ponto Aguinaldo Ribeiro estava ligado ao projeto e provavelmente às ilicitudes praticadas”, diz o procurador. “(O e-mail) é elemento indicativo da participação de Aguinaldo Ribeiro.”

Assessor. O MPF destaca a parceria do ministro, que foi secretário de Ciência e Tecnologia na Paraíba, com o executivo Paulo Badaró, idealizador do projeto e investigado pela Operação Logoff – ele integrava a Rede Brasileira de Visualização (RBV), ligada a uma empresa pública do Ministério da Ciência, e mantinha “relações profissionais” com a Ideia Digital.

Estadão