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terça-feira, 6 de maio de 2014

Mudanças no Atlântico animam meteorologistas


Maio é o mês do “agora ou nunca” no interior do estado – principalmente para as regiões central e oeste. As previsões mais recentes da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), apresentadas ontem em reunião do Comitê de Combate à Seca, apontam que este mês é decisivo quanto à chegada de precipitações “normais”. A expectativa ainda é positiva, apesar de, segundo o último levantamento pluviométrico da Emparn apontar que pelo menos 95 municípios do Estado ainda estão em situação “muito seco” e outros 36 “seco”.

Apesar de ter chovido mais de 400 milímetros em pelo menos 50 municípios do Estado, a situação ainda é preocupante, principalmente quanto ao abastecimento de água para o consumo humano. “Se não tivermos boas chuvas até meados de maio, não teremos em junho e julho. O que pode acontecer acontecerá agora”, prevê o meteorologista-chefe da Emparn, Gilmar Bistrot. “Todos sabemos que o primeiro semestre é da produção, e a água já está garantida. Vemos o pasto verdinho. Mas o segundo semestre é para o consumo, principalmente para os grandes reservatórios”, acrescentou.

sábado, 3 de maio de 2014

Mudança climática deve levar ao surgimento de climas inéditos



Embora o degelo e a redução das calotas polares sejam a face mais conhecida da mudança climática, o aquecimento global terá consequências muito graves também em outras regiões, especialmente nos trópicos, onde as variações de temperatura e a umidade darão lugar a climas inéditos até agora.

Prever ou antecipar como as espécies vão reagir a essas mudanças do clima é uma incógnita para a ciência e um desafio para a conservação da biodiversidade, mas quanto mais entendermos as implicações da mudança climática, melhores serão as estratégias de conservação.

Essa é a principal conclusão de um estudo liderado pelo pesquisador do Museu Nacional de Ciências Naturais da Espanha para o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e professor de Biogeografia Integrativa do Imperial College de Londres, Miguel Araújo, e que foi publicado no último número da revista Science.