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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Algum político do RN ‘enrolado’ com Cunha?



Eduardo Cunha pode delatar 100 deputados, segundo O Globo.

Quantos deles já são investigados pela Lava Jato? E quantos deles serão delatados nos próximos meses pela Odebrecht?

A única questão que importa, neste momento, é saber se Eduardo Cunha pode derrubar ou não Michel Temer.

O Globo não sabe a resposta:

“Os peemedebistas costumam repetir que Cunha não é amigo de Temer, mas não negam que, nos últimos anos, ele frequentou rodas de conversa importantes dos caciques da legenda. Outro aspecto que causa temor é o fato de Cunha ter atuado ativamente na arrecadação de recursos para campanhas de vários aliados, não só do PMDB, mas de partidos como PSC e PP. Ele próprio já admitiu que ajudava nos contatos com empresas para conseguir doações oficiais para o PMDB. Tudo isso na época em que Temer presidia a legenda”.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Teori fatia maior inquérito da Lava Jato no STF e inclui Lula e Renan



O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizou o fatiamento do maior inquérito da Operação Lava Jato que tramita na Corte.

Agora, serão quatro inquéritos separados, um destinado ao envolvimento de políticos do PP, outro relativo ao PT, um terceiro sobre o PMDB no Senado e o último sobre o PMDB na Câmara em uma organização criminosa que atuou no esquema de corrupção na Petrobrás. No total, 66 pessoas são alvo das quatro investigações, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Renan Calheiro (PMDB-AL).

Ao pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o desmembramento da investigação, Janot disse que políticos do PT, PMDB e PP usaram os partidos para “perpetração de práticas espúrias”.

“Alguns membros de determinadas agremiações se organizaram internamente, utilizando-se de seus partidos e em uma estrutura hierarquizada, para perpetração de práticas espúrias. Nesse aspecto, há verticalização da organização criminosa. Noutro giro, a horizontalização é aferida pela articulação existente entre alguns membros de agremiações diversas, adotando o mesmo modus operandi e dividindo as fontes de desvio e arrecadação ilícita”, escreveu o procurador-geral da República.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Polícia Federal abre inquérito sobre compra de térmicas no governo Fernando Henrique



A Operação Lava Jato investiga um suposto esquema de corrupção na compra de termoelétricas pela Petrobrás, no período de 1999 a 2001 (Governo FHC). A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a aquisição envolvendo as empresas Alsotm/GE e NRG.

A investigação parte da delação do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, que, na década de 1990, era gerente de energia do Departamento Industrial da estatal petrolífera.
O delator narrou que, em 1997, ‘se vislumbrou a possibilidade de uma crise energética no Brasil’ e que a Petrobrás começou a negociar o desenvolvimento de térmicas.

Ele apontou o ex-senador e ex-líder do Governo Dilma no Senado, Delcídio do Amaral (ex-PT/MS), que, na época, exercia a função de diretor da Petrobrás.

“Em 1999, Delcídio do Amaral assumiu uma das Diretorias da Petrobrás, denominada provisoriamente Diretoria de Participações; que Delcídio do Amaral chamou o declarante para trabalhar com ele na Diretoria de Gás e Energia da Petrobrás; que, em fevereiro de 2000, o presidente da República Fernando Henrique Cardoso criou um programa prioritário de termoelétricas (PPT), para geração de energia por meio de termo elétricas para enfrentar a crise conhecida como ‘apagão’”, relatou Cerveró.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

‘Palocci tinha uma conta corrente com a Odebrecht’, diz força-tarefa da Lava-Jato



A prisão do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci, nesta segunda-feira, se deu por conta de sua relação criminosa com a empreiteira Odebrecht, de acordo com a força-tarefa em coletiva de imprensa.

– A Odebrecht tinha uma verdadeira conta corrente com o Partido dos Trabalhadores – disse Filipe Hille Pace, delegado da Polícia Federal, colocando o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci no centro do esquema.

– Palocci tinha uma conta corrente com a Odebrecht – repetiu Pace.

Segundo a Polícia Federal, que pediu a prisão temporária de Palocci, quebrando uma tradição na Lava-Jato de o Ministério Público Federal pedir as prisões, Marcelo Odebrecht “tinha ciência e autorizava tais pagamentos”.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ex-ministro Paulo Bernardo é preso na Operação Custo Brasil



O ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo foi preso preventivamente na manhã de hoje (23), em Brasília, durante a Operação Custo Brasil da Polícia Federal, um desmembramento da Operação lava Jato. O ex-ministro, que deverá ser conduzido para São Paulo, é investigado, segundo a PF, em um esquema de pagamento de propina mais de R$ 100 milhões para diversos funcionários públicos e agentes políticos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre os anos de 2010 e 2015.

“[O pagamento era feito com o objetivo de] permitir que uma empresa e tecnologia fosse contratada para a gestão de crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos”, informou a PF. "A referida empresa repassou mais de 70% de seu faturamento líquido para outras empresas, mediante simulação de contratos de emissão de notas fiscais simuladas, com o único intuito de manter o esquema em funcionamento”, acrescentou a PF em nota.

O advogado do ex-ministro Paulo Bernardo, Rodrigo Mudrovitsch, confirmou a prisão preventiva e afirmou não ver motivo para que seu cliente fosse preso. "A prisão não se justifica. O meu cliente não ocupa mais nenhuma função e sempre se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.”

Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre março de 2005 e janeiro de 2011. No governo da presidenta afastada Dilma Rousseff, ele passou a comandar a pasta das Comunicações, onde permaneceu até janeiro de 2015.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Supremo deve aceitar 2ª denúncia contra Cunha



Brasília - Os ministros do Supremo Tribunal Federal devem autorizar nesta quarta-feira, 22, a abertura da segunda ação penal contra o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por envolvimento com o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

O inquérito apura se o peemedebista manteve contas na Suíça abastecidas com propina desviada da Petrobras.

A denúncia contra o peemedebista, neste caso, foi oferecida ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em março. O parlamentar é acusado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Segundo interlocutores da Corte, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, considera que há mais elementos que justifiquem a abertura da ação penal do que quando votou pelo recebimento da primeira denúncia contra Cunha, também em março deste ano.

Isso porque o caso em questão já teve outros desdobramentos, como o fato de a mulher do peemedebista, Cláudia Cruz, ter virado ré na 1.ª instância da Lava Jato, em Curitiba.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Citado em delação, ministro Henrique Alves pede demissão do Turismo


Após ser citado no acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como beneficiário de propina, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu demissão do cargo na tarde desta quinta-feira (16), informou a assessoria do Palácio do Planalto.

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente da Transpetro afirmou que repassou a Henrique Alves R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014.

G1

Garibaldi e Walter Alves, são acusados de receber mais de R$ 900 mil de propina da Transpetro



Um dos investigados pela Operação Lava Jato, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou em sua delação premiada que repassou propina a pelo menos 20 políticos por meio do esquema de corrupção que saqueou a Petrobras.

Sérgio Machado revela um esquema de pagamento de vantagens indevidas envolvendo parlamentares potiguares. O senador Garibaldi Alves recebeu, conforme aponta o delator, R$ 700 mil em vantagens indevidas, entre 2010 e 2014. Sérgio Machado diz que o último encontro que teve com Garibaldi foi em 2014, quando o senador ainda ocupava o cargo de ministro da Previdência.

"Ele pediu recurso para candidatura de seu filho WALTER ALVES, que era candidato a Deputado Federal; QUE eu o ajudei através de uma doação oficial no valor de R$ 250 mil feita pela construtora QUEIROZ GALVÃO; QUE além disso, eu o ajudei em outras eleições com doações oficiais", pontua Sérgio Machado.




O atual ministro do Turismo. Henrique Alves (PMDB), é apontado como o maior beneficiário com o esquema no Rio Grande do Norte. Entre 2008 e 2014, o ex-deputado federal Henrique Alves recebeu R$ 1.550.000,00, doados por empresas contratadas pela Transpetro, segundo Sérgio Machado.

"Eu o ajudei sempre por meio de doações oficiais, cuja origem eram vantagens indevidas pagas pelas empresas contratadas pela TRANSPETRO; QUE os encontros com ele eram sempre na TRANSPETRO; QUE quando era o caso de doações oficiais eu acertava com a empresa o montante, a semana que iria ser feita e comunicava a empresa para qual partido e político a doação deveria ser feita", destaca Sérgio Machado na delação.



terça-feira, 14 de junho de 2016

José Serra é citado em negociação de delação premiada da OAS



O senador e chanceler do governo interino, José Serra (PSDB-SP), é citado pela OAS nas negociações com a Operação Lava Jato para firmar acordo de delação premiada. Ele faz parte de uma lista com quase uma centena de políticos que devem ser expostos aos detalhes pela empreiteira, com informações sobre repasses a campanhas eleitorais. O tucano ainda pode fazer parte também da delação da Odebrecht.

Serra já aparecia na lista dos mais de 200 políticos apreendida em março deste ano em uma única operação de busca e apreensão feita da casa de executivos da Odebrecht.

O tucano, contudo, de acordo com a coluna de Monica Bergamo, da Folha, sempre foi admirado na Odebrecht por figuras como o ex-presidente da empreiteira, Pedro Novis, que antecedeu Marcelo Odebrecht e que vai depor na Operação Lava Jato.

A Odebrecht e o Ministério Público Federal assinaram em maio o documento da negociação de delação premiada e de leniência no âmbito da Operação Lava Jato. Os procuradores terão acesso a toda contabilidade de caixa dois da empresa, o que pode envolver centenas de políticos e autoridades de outros poderes.

Outros políticos do PSDB também apareceram no "listão" da Odebrecht, como o presidente da legenda, Aécio Neves (PSDB-MG), que tem reiterado que doações recebidas foram legais.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Investigação sobre Agripino aponta 'operações suspeitas' de R$ 15,9 mi



O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de fiscalização ligado ao Ministério da Fazenda, indicou "operações suspeitas de lavagem de dinheiro" envolvendo o presidente do DEM, o senador Agripino Maia (RN), no valor de R$ 15.908.096,00.

O dado integra investigação sobre o senador que apura suposto recebimento de propina da construtora OAS em troca de ajuda para liberar empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O senador nega recebimento de propina e favorecimento à empresa. "Sou acusado de facilitar pagamentos feitos a OAS pelo BNDES. Que força teria eu no BNDES sendo líder de oposição há treze anos?", disse, por meio de nota.

As "operações suspeitas", diz o relatório de inteligência do Coaf, teriam sido realizadas entre o senador, empresas de familiares e assessores, de dezembro de 2011 a novembro de 2014, "exatamente em épocas de campanhas eleitorais".

Para a Polícia Federal, trata-se de um indício de que pedidos de doações eleitorais feitos por Agripino à OAS "foram prontamente atendidos, e podem ter-se constituído em forma dissimulada de repasse de propina".

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Teori libera para julgamento segunda denúncia contra Cunha



O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a segunda denúncia contra o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele é acusado de manter contas secretas na Suíça abastecidas por dinheiro desviado do esquema de corrupção da Petrobras.

Segundo o Broadcast apurou, o mais provável é que o caso seja levado a plenário no dia 23 de junho. Também serão julgados recursos que pedem para que a mulher de Cunha, Cláudia Cruz, e a filha Danielle Dytz sejam julgadas pelo STF, e não pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na Justiça de 1ª instância, em Curitiba.

A liberação para a pauta aconteceu na quinta-feira, 9, no mesmo dia em que Moro aceitou a denúncia contra Cláudia e a transformou em ré - já que uma das contas na Suíça está no nome dela.

A denúncia contra Cunha foi oferecida ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em março. O parlamentar é acusado da prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Também em março, o peemedebista se tornou réu no processo que apura se ele recebeu propina por contratos de navios-sonda da Petrobras.

Cunha ainda responde a pelo menos outros quatro processos no STF, um deles sobre a sua participação no esquema de corrupção de Furnas. A defesa do parlamentar tem sustentado que não há provas materiais de que o peemedebista tenha contas no exterior.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Japonês da Federal é preso em Curitiba



Agente Newton Ishii ficou conhecido por escoltar presos e investigados da Lava Jato. Ele está detido na superintendência da PF em Curitiba, para onde são levados os investigados da operação

A Polícia Federal cumpriu mandado de prisão contra o agente da PF Newton Ishii. O japonês da Federal, como ficou conhecido, se tornou um ícone da Lava Jato por escoltar presos e investigados da operação.

De acordo com a PF, o mandado foi expedido pela 4ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu. O motivo da prisão não foi informado. Ishii está detido na Superintendência da PF em Curitiba, onde estão os presos da Lava Jato.

O agente da PF foi citado na gravação que levou o senador Delcídio do Amaral à prisão. Em um trecho do áudio, na conversa entre Bernardo Cerveró (filho de Nestor Cerveró) e o advogado Edson Ribeiro, Ishii é apontado como o responsável pelo vazamento de informações para a imprensa.

O Japonês da Federal também é réu em uma ação da Operação Sucuri, deflagrada em 2003 para apurar um esquema formado por agentes da PF e da Receita Federal que facilitava o contrabando de produtos ilegais na fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu (PR). Em março deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a sentença da Justiça Federal que o condenou por corrupção e descaminho, ao facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Efeito Lava Jato: Odebrecht demite 50 mil empregados


Desde o início do terremoto Operação Lava Jato, a Odebrecht já demitiu 50 mil pessoas. Além disso, a dívida da companhia foi a R$ 110 bilhões, acendendo o sinal amarelo entre seus credores. A informação é de reportagem do Estado de S.Paulo deste domingo.

O presidente da empresa, Marcelo Odebrecht está preso há quase um ano e poderá sair da cadeia após formalizar sua delação premiada – o que deve atingir 13 governadores e 36 senadores. O que preserva a empresa é sua diversificação por atividades e também por países.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Procuradoria oferece denúncia contra sete políticos do PP implicados na Lava Jato



A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu nesta quarta-feira, 30, denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra sete políticos do PP implicados na Operação Lava Jato. São alvos do pedido da PGR os deputados Arthur Lira (AL), Mário Negromonte Jr. (BA), Luiz Fernando Faria (MG), José Otávio Germano (RS), Roberto Britto (BA) e os ex-deputados Mário Negromonte (BA) e João Alberto Pizzolatti (SC).

Todos os políticos são acusados pelos crimes de corrupção passiva e ocultação de bens. Negromonte Jr. também foi denunciado por organização criminosa e por tentar atrapalhar as investigações.

A denúncia foi oferecida num inquérito que, inicialmente, investiga Pizzolatti por ser beneficiário do esquema de propinas instalado na Petrobrás. O pedido da PGR é sigiloso porque tem como base informações prestadas em acordos de delação premiada que ainda são mantidas em segredo no Supremo.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Fortune coloca Moro em 13.º lugar do ranking 'maiores líderes' do mundo



A revista americana Fortune, em sua edição publicada nesta quinta-feira, 24, colocou o juiz Sérgio Moro no 13.º lugar do ranking 'maiores líderes' do planeta.

A lista tem cinquenta nomes. O juiz da Operação Lava Jato – investigação sobre esquema de corrupção, cartel e propinas na Petrobrás, entre 2004 e 2014 – é o único brasileiro no index, surgindo à frente do vocalista Bono Vox, da banda irlandesa U2.

Segundo a tradicional publicação, Moro é o Eliot Ness brasileiro, uma referência ao famoso agente do FBI americano que derrubou o império de Al Capone em Chicago, nos anos 1930. Ness inspirou o filme 'Os Intocáveis'.

Em dezembro, o prestigioso jornal francês Le Monde publicou um perfil de Moro. A jornalista Claire Gatinois descreve o magistrado como 'um pequeno juiz de província', 'moreno de queixo quadrado', 'odiado e temido por políticos', mas 'adulado pelos cidadãos brasileiros'.

O jornal afirmou que a Lava Jato é um escândalo que pode transformar o Brasil e comparou Moro a Eliot Ness.

Políticos potiguares emitem nota sobre recebimento de dinheiro da Odebrecht



A Operação Lava-Jato segue apurando o envolvimento de políticos brasileiros com empreiteiras. Na terça-feira, 22, a Polícia Federal (PF) revelou tabelas com os nomes de mais de 200 políticos de 24 partidos que receberam dinheiro nas campanhas municipais do ano 2012 e para as eleições de 2010 e de 2014. Na lista, aparecem os nomes de quatro políticos potiguares: o Ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB), Garibaldi Alves (PMDB), o senador José Agripino (DEM) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB).

Os documentos foram apreendidos na casa de Benedicto Barbosa da Silva Junior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, liberado pela Justiça após ser preso temporariamente na 23ª fase da Operação Lava Jato. As planilhas, porém, não deixam claro se as doações foram feitas de forma legal ou se compõem caixa 2 de campanha.

Lava Jato respeita rigorosamente as leis, segundo a ministra do STF Cármen Lúcia



A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou na noite desta quarta-feira que não há abuso de poder na Operação Lava Jato. Questionada se há politização nas investigações que revelaram o esquema de corrupção na Petrobras, Cármen Lúcia respondeu: "Não. Estão sendo observadas rigorosamente a Constituição e as leis". A ministra esteve no Rio de Janeiro para receber um prêmio do jornal O Globo.

Cármen Lúcia também declarou que não vê sinais de abuso do Judiciário na Lava Jato. "A atividade do Judiciário é acionada pelos interessados, pelo cidadão. O Poder Judiciário não atua isoladamente, não atua de ofício, como nós dizemos. Atua por provocação. Então, quando se fala em ativismo judicial, é que o Judiciário ultrapassaria [suas atribuições] e não há demonstração nenhuma de que isso esteja acontecendo", afirmou.

Impeachment - A ministra minimizou as declarações da presidente Dilma Rousseff, que chamou o processo de impeachment que corre contra ela de tentativa de "golpe". "Não acredito que a presidente tenha falado que impeachment é golpe. Impeachment é um instituto previsto constitucionalmente. O que não pode acontecer de jeito nenhum é impeachment nem ou qualquer tipo de processo político-penal ou penal sem observar as regras constitucionais", afirmou.

Cármen Lúcia disse que entendeu as palavras da petista como um "alerta" de que a Constituição tem de ser respeitada. "Acredito que ela [Dilma] esteja exercendo, primeiro, a liberdade de expressão. Segundo, apenas um alerta no sentido de que é preciso que se observem as leis da República e isso com certeza, em um estado democrático, está sendo observado", afirmou.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Marcelo Odebrecht decide fazer acordo de delação premiada



Condenado a quase 20 anos de prisão pelo juiz federal Sergio Moro, o maior empreiteiro do país e herdeiro do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, decidiu fazer acordo de delação premiada na Operação Lava Jato e já começou a colaborar com as investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras, como revelou a coluna Radar. Nas últimas fases da Lava Jato, foi colhida uma avalanche de provas contra o executivo, deixando a defesa técnica cada vez mais difícil.

Além de Marcelo Odebrecht, também vão colaborar com a justiça todos os executivos ligados à Odebrecht e investigados na Operação Lava Jato. O conglomerado fundado por Norberto Odebrecht também aceitou celebrar um acordo de leniência, que é o equivalente à delação premiada para as empresas. Com isso, o grupo deve se comprometer a pagar uma multa bilionária e tenta não ser banido de contratos futuros com a administração pública.

"As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato", disse em nota a Odebrecht. A concorrente Andrade Gutierrez, que teve os executivos presos na mesma fase em que Marcelo Odebrecht foi levado à cadeia, também fechou acordo de leniência e aceitou pagar multa de 1 bilhão de reais. Nos depoimentos de colaboração com a justiça, a Andrade implicou a campanha da presidente Dilma Rousseff e admitiu aos investigadores ter desembolsado propina para vencer a disputa para a construção e revitalização de estádios para a Copa do Mundo e para participar de obras na usina de Belo Monte, no Rio Madeira.

terça-feira, 22 de março de 2016

Polícia Federal deflagra 26ª fase da Lava-Jato e tem Odebrecht como alvo



A Polícia Federal deflagra na manhã desta terça-feira a 26ª fase da Operação Lava-Jato cumprindo mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco. As sedes da empreiteira Odebrecht na capital baiana e no Distrito Federal são alvos de buscas.

Este é o desdobramento da 23ª fase da Lava Jato, que levou para trás das grades o marqueteiro do PT João Santana e sua mulher e sócia, Monica Moura. A nova fase foi batizada de "Xepa".

Cerca de 380 Policiais Federais cumprem 110 ordens judiciais, sendo 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e 04 mandados de prisão preventiva.

Os trabalhos têm em vista, segundo a Polícia que, em decorrência da análise de parte do material apreendido, descortinou-se um esquema de contabilidade paralela no âmbito do Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas.

quarta-feira, 9 de março de 2016

'Se me deixarem solto, viro presidente', diz Lula


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito um diagnóstico positivo sobre o impacto da ação da Operação Lava Jato que o levou para prestar depoimento de forma coercitiva. A pessoas de sua confiança, ele tem dito que o PT e o governo mais ganharam do que perderam com o episódio.

"A partir de agora, se me prenderem, eu viro herói. Se me matarem, viro mártir. E, se me deixarem solto, viro presidente de novo", disse Lula a mais de um interlocutor. Conforme o jornal "O Estado de S. Paulo" apurou, o ex-presidente mostrou-se confiante em resgatar a imagem do partido.

Estadão