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quarta-feira, 23 de março de 2016

Senado isenta templos religiosos que usam imóvel alugado de IPTU



O Senado aprovou, na noite desta terça-feira (22), a PEC que isenta todos os templos religiosos do pagamento de IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), ainda que o imóvel seja alugado.

Com a votação desta noite, em segundo turno, o texto segue para a Câmara dos Deputados, onde há um regime de tramitação mais longo para Propostas de Emendas à Constituição. Lá, após ter a admissibilidade avaliada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), segue para uma comissão especial que é formada para analisar o mérito do texto.

Em seu relatório, o senador Benedito de Lira (PP-AL), explica que, atualmente, conforme entendimento firmado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), "não apenas os imóveis de propriedade de templos efetivamente utilizados em suas atividades são imunes, mas também aqueles porventura alugados a terceiros cuja renda seja revertida em benefício das finalidades do templo".

Contudo, quando o imóvel utilizado pelo templo é propriedade de terceiros, não há, hoje, a incidência da imunidade. "O reconhecimento da não incidência de impostos deve observar o exercício da atividade religiosa, e não apenas o contribuinte formal do IPTU. Ou seja, mesmo nos casos de a entidade religiosa não ser a proprietária do bem imóvel onde exerce suas atividades, o IPTU não deve incidir", conclui Lira.

terça-feira, 1 de julho de 2014

PEC do Cerrado e da Caatinga deve ser votada até o fim de agosto


O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, se comprometeu a colocar na pauta do Plenário, até o fim de agosto, a Proposta de Emenda à Constituição 504/10, do Senado, que inclui o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (1º), durante reunião com representantes de entidades ligadas aos dois biomas e os deputados Amauri Teixeira (PT-BA) e Francisco Ferro (PT-PE). Atualmente, segundo a Constituição, são considerados patrimônios nacionais a Amazônia, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal e a Zona Costeira.

Assessoria de Imprensa

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Congresso Nacional promulga a PEC do Trabalho Escravo


O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), promulgou nesta quinta-feira (5) proposta de emenda à Constituição que permite a expropriação de imóveis onde forem flagrados trabalhadores em situação análoga à escravidão.

A emenda constitucional, aprovada em segundo turno pelo Senado em maio, ainda terá de ser regulamentada para definir o que será considerado trabalho escravo. Conhecido como PEC do Trabalho Escravo, o texto avalizado pelos congressistas determina que os proprietários dos imóveis desapropriados não terão direito à indenização e ainda estarão sujeitos às punições previstas no Código Penal.

Com a nova regra, tanto propriedades rurais quanto urbanas, de qualquer região do país onde houver exploração de trabalho escravo, serão expropriadas e destinadas à reforma agrária ou a programas de habitação popular quando forem flagradas situações similares à escravidão.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

PEC libera ‘extra-teto’ para o STF


Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) poderá receber quase R$ 40 mil por mês, uma elevação de 35% sobre o salário atual, caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 63 seja aprovada no Congresso Nacional. O aumento, defendido publicamente pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, em nota técnica enviada aos senadores no último dia 22, é considerado explosivo pelo governo Dilma Rousseff. Tendo os parlamentares no meio do caminho, a questão virou uma espécie de guerra fria entre o Executivo e o Judiciário.

Prevista para ser votada hoje na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a PEC 63 cria um adicional por tempo de serviço de 5%, aplicado a cada cinco anos, até o limite de 35%, para todos os magistrados brasileiros e também ao Ministério Público federal e estadual. Este universo, hoje, é de aproximadamente 30 mil servidores na ativa. Mas a proposta de emenda 63 vai além: o benefício que será somado ao salário valerá também para aposentados e pensionistas.