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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Renan acusa Polícia Federal de ter usado ‘métodos fascistas’ e vai ao STF defender prerrogativas do Senado



O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusou a Polícia Federal de ter se valido de “métodos fascistas” nunca adotados sequer na “ditadura” na operação que levou a prisão na sexta-feira, 21, quatro policiais legislativos da Casa.

O peemedebista anunciou que a Advocacia do Senado vai entrar até a próxima terça, 25, no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para defender as prerrogativas de atuação da Polícia Legislativa, chamou o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, de “chefete de polícia” e ainda classificou de o juiz Vallisney de Souza Oliveira, responsável pela operação de “juizeco” por decretar uma ordem contra o Senado.

“Tenho ódio e nojo a métodos fascista. Como presidente do Senado, cabe a minha repeli-los”, disse Renan, numa rara entrevista coletiva convocada para a assessoria de imprensa dele em seu gabinete, que foi acompanhada por policiais legislativos. Renan voltou a criticar o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, como fez em entrevista exclusiva ao Broadcast Político no dia da operação quando disse que ele havia extrapolado das suas funções quando falou sobre a ação que deteve os policiais legislativos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Polícia Federal indicia Palocci



A Polícia Federal indiciou Antonio Palocci por corrupção passiva. Preso na Operação Omertà, Palocci deverá ser denunciado ainda esta semana pelo MPF em Curitiba. Em seu relatório de indiciamento, a PF diz que Palocci “foi o verdadeiro gestor de pagamentos de propina realizados pela Odebrecht”. Ele embolsou da empreiteira R$ 128 milhões em troca de vantagens junto ao governo federal, como interferência em licitações da Petrobras e na concessão de benefícios fiscais.

“Muito embora tenha deixado de exercer função pública a partir da metade de 2011, continuou, em virtude dos cargos que exerceu e da possível de relevo dentro do Partido dos Trabalhadores, a gerir e a receber recurso de propina da Odebrecht, assim como a interferir em seu benefício.” Também foram indiciados os ex-assessores Juscelino Dourado, Branislav Kontic, o publicitário João Santana e a mulher Mônica Moura, além de Marcelo Odebrecht e o ex-diretor Benedicto Barbosa Jr.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Polícia Federal investiga desvio de R$ 36 milhões do SUS do Maranhão



A Polícia Federal e o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle deflagraram na manhã desta quinta-feira, 6, duas fases concomitantes da Operação Sermão dos Peixes. A ação investiga o desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Saúde, destinados ao Sistema Único de Saúde no estado do Maranhão.

Em novembro do ano passado, a Sermão dos Peixes levou para depor obrigatoriamente o cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad. Ele era alvo de investigação por suposto desvio de R$ 8 milhões de verbas para construção de unidades de saúde durante o governo da peemedebista no Maranhão.

Nesta quinta, cerca de 60 policiais federais estão cumprindo simultaneamente 32 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, 12 de condução coercitiva e 17 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de bens a apreensão e sequestro de uma aeronave. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de São Luís e Imperatriz, no Maranhão, Araguaína e Palmas, no Tocantins, Goiânia e Arenópolis, em Goiás, e Juquitiba, em São Paulo.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

PF deflagra operação de combate à corrupção e lavagem de dinheiro no RN



A Polícia Federal deflagrou hoje (23), a OPERAÇÃO MARLIN visando coletar provas da prática criminosa de corrupção e lavagem de dinheiro atribuída a um funcionário do Ministério da Agricultura em Natal.

A investigação teve início há dois anos após uma tentativa frustrada de se exportar pescado para a Espanha, pois como a mercadoria seguiu para o destino final sem a devida emissão do certificado internacional por parte do Ministério da Agricultura, não houve a liberação alfandegária na Europa e, por esse motivo, a carga retornou ao Brasil, oportunidade em que foi inspecionada pelo IBAMA.

A partir dessa inspeção, resultaram diversos autos de infração, uma vez que foi constatada a presença de pescados cuja comercialização é proibida, dentre os quais, o “agulhão negro”, daí resultando o nome da operação.

Durante as investigações surgiram fortes indícios de que a saída ilícita do que estava sendo exportado contou com a intermediação do servidor suspeito, o qual passou a ser investigado pela Polícia Federal.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Japonês da Federal é preso em Curitiba



Agente Newton Ishii ficou conhecido por escoltar presos e investigados da Lava Jato. Ele está detido na superintendência da PF em Curitiba, para onde são levados os investigados da operação

A Polícia Federal cumpriu mandado de prisão contra o agente da PF Newton Ishii. O japonês da Federal, como ficou conhecido, se tornou um ícone da Lava Jato por escoltar presos e investigados da operação.

De acordo com a PF, o mandado foi expedido pela 4ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu. O motivo da prisão não foi informado. Ishii está detido na Superintendência da PF em Curitiba, onde estão os presos da Lava Jato.

O agente da PF foi citado na gravação que levou o senador Delcídio do Amaral à prisão. Em um trecho do áudio, na conversa entre Bernardo Cerveró (filho de Nestor Cerveró) e o advogado Edson Ribeiro, Ishii é apontado como o responsável pelo vazamento de informações para a imprensa.

O Japonês da Federal também é réu em uma ação da Operação Sucuri, deflagrada em 2003 para apurar um esquema formado por agentes da PF e da Receita Federal que facilitava o contrabando de produtos ilegais na fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu (PR). Em março deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a sentença da Justiça Federal que o condenou por corrupção e descaminho, ao facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai.

terça-feira, 13 de maio de 2014

PF investiga ameaças contra o presidente do STF


Escolhido para exercer o cargo de secretário de Organização do PT em Natal e integrar a Comissão de Ética do diretório estadual do partido, Sérvolo de Oliveira e Silva é investigado pela Polícia Federal (PF) por ter postado, em rede social, ameaça de morte ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa. “Você vai morrer de câncêr (sic) ou um tiro na cabeça”, escreveu o dirigente petista. Ontem, o presidente do diretório municipal do PT, Juliano Siqueira, informou que Sérvulo pediu desfiliação ao partido. 

De acordo com reportagem publicada na revista Veja desta semana, a PF instaurou, a pedido da direção do STF, dois inquéritos que apuram denúncias de ameaças contra Joaquim Barbosa. Por intermédio de e-mail enviado à TRIBUNA DO NORTE, a assessoria de imprensa da PF confirmou a existência dos processos investigativos, mas devido à política institucional, afirmou que “não comenta investigação em andamento”.